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Exército faz cerco à Terra Indígena Sararé (MT) e prende 51 suspeitos envolvidos em garimpo ilegal

Exército faz cerco à Sararé e prende 51 suspeitos envolvidos no garimpo ilegal em MT Assessoria O Exército Brasileiro junto com outras forças de segurança...

Exército faz cerco à Terra Indígena Sararé (MT) e prende 51 suspeitos envolvidos em garimpo ilegal
Exército faz cerco à Terra Indígena Sararé (MT) e prende 51 suspeitos envolvidos em garimpo ilegal (Foto: Reprodução)

Exército faz cerco à Sararé e prende 51 suspeitos envolvidos no garimpo ilegal em MT Assessoria O Exército Brasileiro junto com outras forças de segurança fizeram um cerco à Terra Indígena Sararé e prenderam, até o momento, 51 suspeitos envolvidos no garimpo ilegal que dominou o território, em Pontes e Lacerda, a 483 km de Cuiabá. A megaoperação foi deflagrada nesta quarta-feira (25) e não foi anunciada antes devido ao fator surpresa. Dos 51 conduzidos, apenas cinco permanecem presos. Por razões operacionais, detalhes como duração da ação, efetivo empregado e meios utilizados não foram divulgados. A medida busca preservar a efetividade da operação e a segurança das equipes envolvidas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Polícia Federal prende 2 suspeitos de fornecer combustível para garimpeiros em Terra Indíg A região é uma das mais devastadas na Amazônia Legal e as forças de segurança mantêm uma operação permanente para expulsar os invasores. Nos últimos anos, o território foi dominado pela organização criminosa Comando Vermelho, segundo a polícia. Segundo o governo, o ouro tem chamado atenção dos invasores devido à alta valorização decorrida da guerra no Oriente Médio. O metal voltou a bater recorde ao alcançar mais de US$ 5 mil por onça, medida por grama usada na cotação. A operação é conduzida pelo Ministério dos Povos Indígenas, a Funai, o Ministério da Defesa, a Abin, a AGU, o Ibama, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a Força Nacional, a Casa Civil e o Censipam. Plano de expulsão O governo federal vem sendo pressionado a apresentar um plano de expulsão completo dos invasores e o prazo acaba nesta sexta-feira (27). Esse documento foi elaborado no âmbito do Comitê Interministerial de Desintrusão de Terras Indígenas (CIDTI). O texto, mantido sob sigilo por razões operacionais, serve como referência para a retirada de não indígenas e da infraestrutura instalada por eles, garantindo a proteção e preservação do território. No começo deste mês, uma operação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) bateu recorde ao destruir mais de 40 maquinários em um único dia. O último recorde diário havia sido registrado no primeiro dia de operação para expulsar os garimpeiros da região, no ano passado, quando foram destruídos 24 equipamentos em um único dia. Operações Por ser próxima da fronteira com a Bolívia, a região se tornou uma das rotas mais usadas para o tráfico de drogas, segundo a Polícia CiviI. A partir de 2022, grupos criminosos se infiltraram na região e, em 2023, entraram no garimpo, sendo que parte deles são investigados pela destruição provocada na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. Paralelo a isso, uma operação integrada entre as forças de segurança foi deflagrada em 1º de agosto do ano passado e já destruiu 150 escavadeiras hidráulicas e causou prejuízo de mais de R$ 226 milhões ao garimpo ilegal na região, segundo o Ministério dos Povos Indígenas. LEIA MAIS Força-tarefa combate garimpeiros ilegais em Sararé, terra indígena de MT mais devastada do país Fazendeiros movimentaram mais de R$ 26 milhões com venda de combustíveis para garimpo em Sararé (MT), diz PF Indígena relata que garimpo ilegal e facção levaram bebedeira e matança à Sararé em MT Barulho de motor à noite, falta de remédio e pouca comida: indígenas relatam mudanças após invasão de garimpeiros em Sararé em MT Devastação O território abriga uma população de 201 indígenas do povo Nambikwara, distribuído em sete aldeias. Sua extensão perpassa a área dos municípios de Conquista D’oeste, Nova Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade. A terra foi homologada em 1985 e, nos últimos anos, tem enfrentado conflitos decorrentes da exploração ilegal do garimpo. Dos 67 mil hectares, mais de três mil já foram devastados pela exploração ilegal de ouro. Os agentes suspeitam que há cerca de dois mil garimpeiros e membros de organizações criminosas que atuam dentro do território indígena, o que gera conflitos armados. Em quase dois meses de operação já foram destruídas na área mais de 160 escavadeiras, centenas de motores e estruturas diversas para suporte logístico das atividades ilegais. Desde 2023, mais de 460 escavadeiras já foram neutralizadas durante ações de fiscalização em Sararé. Força-tarefa combate garimpeiros ilegais em Sararé, terra indígena de MT mais devastada do país Reprodução JN